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Feb
18

Encontro de Associações Culturais de Sintra

Oportunamente promovida pela Alagamares, a mobilização das associações culturais de Sintra está a encontrar uma rede de acção comum. Pressagia-se um futuro próximo bastante fértil em muitas novidades para o associativismo cultural sintrense. Esta iniciativa dignifica-nos a todos e vai ao encontro de muitas das necessidades actuais do associativismo. Todas as associações culturais (ou grupos não formais) e promotores/produtores de cultura de Sintra, estão convidados a participar.

Estamos a elaborar um conjunto de propostas, para as quais solicitamos a vossa participação, sendo que a 9 de Março pelas 21h faremos uma reunião com todos os interessados na Casa de Teatro de Sintra, preparatória da sessão de lançamento da Plataforma dia 14 no auditório da Escola Profissional Alda Brandão de Vasconcelos (EPAV), em Colares, às 15h.


Enviem as vossas propostas e inscrições para participar (sem compromisso) bem como indiquem associações, grupos ou agentes culturais individuais que gostariam de ver incluidos neste projecto, que visa o apoio e reforço das ínumeras associações e grupos dispersos, na óptica de racionalizar e potenciar recursos e vontades.

 


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As actas das primeiras reuniões:

1-Acta 1 e Manifesto

ENCONTRO DE ASSOCIAÇÕES CULTURAIS DE SINTRA

A prevalência de problemas de sobrevivência e a pressão causada pela crise económica afecta e desvia os cidadãos da luta por causas que nesses períodos se afiguram secundárias, como a defesa do património, a expressão de massa crítica sobre a governação da Polis ou a reforma das mentalidades. E isso, se bem que compreensível, não é aceitável, pois reduz a sociedade como soma de opiniões e tensões escrutináveis e reduz o debate de ideias e a dinâmica na acção, focados na crise e nas águas estagnadas.

Portugal passa hoje por uma avassaladora falta de empenho em causas e acções próprias duma sociedade plural e pró-activa: o espectro do desemprego e dos trabalhos precários fragiliza a juventude, que já não se mobiliza para causas colectivas e prefere o hedonismo supostamente rebelde das subculturas desviadas e desviantes; a classe média, tradicionalmente aberta e motor da sociedade batalha para sobreviver,e os opinion makers encartados parecem digladiar-se numa cruzada autofágica de maledicência acerca do país e das suas virtualidades.

No meio deste ambiente muito tipicamente português há que resistir e mobilizar os que acreditam em causas e querem trabalhar por uma cidadania activa, dialogante, interventiva e multiplicadora de inovação e criatividade. Contra os novos vencidos da vida e ainda que correndo o risco de pregar no deserto.

Pergunta-se se o modelo associativo como o conhecemos tem futuro.

Terá se certos atavios forem debelados de forma enérgica.

Baluartes de resistência e cidadania durante o período do Estado Novo, as associações irromperam no pós Abril como cogumelos, sendo numericamente hoje mais de 40.000 distribuídas nas vertentes cultural, desportiva, sócio-profissional ou de solidariedade. Mas se ser associativista é uma forma de dizer que se quer estar activo como cidadão-actor em prol duma participação efectiva e do legítimo exercício da democracia cultural- na vertente de cultura para todos, e com todos- tal não impede que a mudança de paradigma que as novas solicitações da sociedade global e da informação impõe permitam e exijam que se ultrapassem algumas panaceias.

A panaceia da falta de formação de novos dirigentes, articulados com as realidades do tempo que passa e sem espirito corporativo, de imobilismo na preservação de lugares ou incapazes de congregar novas sinergias.

A panaceia da eterna falta de verbas e da perspectiva de olhar para as associações sobretudo para a preservação da vertente patrimonial, das sedes e equipamentos, desenquadrada do fim último de congregar vontades, mobilizar opiniões, e gerar actos de cultura, desporto, etc

A panaceia do individualismo hedonista que desvaloriza o trabalho de equipa ou colectivo em benefício das figuras, num estereótipo transmitido por um modelo de sociedade onde o Eu vence o Nós, mas de forma volátil, efémera e perversa.

A panaceia da falta de investimento na inovação e na ruptura com certas práticas, reproduzindo uma "cultura de corpo" estática, distanciada das necessidades para que muitas vezes essas associações foram criadas, facto espelhado nas múltiplas associações que apenas mobilizam para jogar o dominó ou assar o courato, mas deixaram de ter desporto activo, de produzir cultura da terra para importar cantores de moda efémeros e dissonantes, ou de se rever com o conjunto da população, num multiplicar por esse país fora de inúmeros Cinema Paraíso decadentes e ansiosos por revitalização.

A subsidiodependência, a suburbanidade de escolhas culturais, o divórcio com as forças mais dinâmicas das comunidades, e o espirito-há que dizê-lo- imobilista- de certos dirigentes- fazem os pavilhões ás moscas, os teatros a cair de podres, os balneários sem água quente, tudo símbolos que ninguém quer herdar ou assumir, e logo de pouca atractividade.

É na subversão deste estado de coisas que o associativismo, com novos modelos de financiamento, com novos e empenhados dirigentes,de braço dado com as novas tecnologias e sob o desígnio de parcerias profícuas poderá singrar.

Das vantagens comparativas às vantagens competitivas, em macroeconomia já os economistas se debruçaram, tendo mesmo alguns sugerido que nos dedicássemos apenas ao que sabíamos fazer bem, num lógica de cluster. Surge agora um novo conceito para o qual a actividade dos actores e agentes da Cultura é chamada a envolver-se num processo dinâmico com impacte económico e cultural: o das vantagens criativas. Se se conseguir implementar uma classe criativa crítica, dinâmica, com talentos. Se houver organização, que se relacione com o tecido empresarial, com pólos de acção e atracção, poder-se-á criar um cluster da cultura que terá efeitos multiplicadores na economia e na apelatividade dos locais onde habitamos, tornando-os melhores e líderes de tendência.

Sendo Sintra, no quadro português um ninho em potência e na sequência do branding em torno das vantagens culturais de Sintra como modelo de atracção (serra, mar, romantismo, escultura, artes plásticas, ambiente, etc), porque não apostar em aglutinar os produtores, fruidores e consumidores de Cultura para a criação dum núcleo de apoio e retaguarda que sirva simultaneamente os diversos operadores culturais, garantindo-lhes visibilidade, assessoria e suporte técnico?

Preocupados com estes e outros problemas que se põe num quadro sintrense espartilhado, onde muitos trabalham de costas voltadas e desconhecendo o Outro, reuniram em 19 de Janeiro de 2009 na sede da Alagamares-Associação Cultural as seguintes associações:

Alagamares-Associação Cultural, Associação Danças com História, Associação de Professores de Sintra, Associação Ten Chi Internacional, Teatro Tapafuros, Dínamo, Conservatório de Música de Sintra, Voando em Cynthia e Teatromosca, as quais decidiram lançar o debate com vista á realização em breve de um encontro local de associações culturais, bem como do lançamento de uma estrutura que atravesse os problemas e necessidades dos diversos grupos e fazedores de Cultura sem bulir com as suas especificidades, visando entre outros:

-a criação dum núcleo de formação , de captação e gestão de formações em rede

-um núcleo de apoio jurídico, técnico-financeiro e de apoio a candidaturas e formulação de projectos culturais que forneça assessoria a todos os que dela careçam em moldes a definir

-a criação de meios de difusão dos eventos de todos os produtores culturais que venham a aderir á iniciativa, num quadro a definir, via Internet ou suporte físico, com ligação para os sítios de internet dos aderentes e criação do estatuto de membro.

-apoio ao merchandising e divulgação de eventos em rede

-recensear os espaços, grupos, produtores e iniciativas, de molde a se criar um banco de produtores que possam fornecer serviços aos demais e á comunidade, valorizando a sua capacidade artística.

Apoio e assessoria significam optimizar a gestão do tempo e centrar os produtores na sua tarefa prioritária e matricial que é criar. Daí a necessidade de ferramentas materiais e institucionais que fortaleçam o movimento associativo cultural sintrense, lhe dêem uma voz reforçada e criem laços entre eles, hoje dispersos e fragmentados, organizativamente anémicos.

Convidam-se todos os interessados a participar nas nossas reuniões, de que a próxima será dia 26 de Janeiro pelas 21h nas instalações do Conservatório de Música de Sintra, em Rio de Mouro, trazendo sugestões e contributos que só podem enriquecer o debate e construir uma estrutura fortalecida e eficaz.

2-ACTA Nº2

Reuniram as associações acima indicadas, a que se juntou representante da Companhia de Teatro de Sintra, nas instalações do Conservatório de Música de Sintra, em Rio de Mouro.
Foi decidido avançar para um encontro de associações culturais de Sintra, convidando-se todas as que tenham sede no concelho a se associar e inscrever para esse encontro.

Foi designado o dia 14 de Março pela tarde para esse encontro.
Foram designadas 2 comissões: 1 de redacção de propostas e de criação e organização de uma futura plataforma e sua orgânica,fins e meios, composta por Fernando Morais Gomes (Alagamares) João Carlos Sousa(Associação de Professores de Sintra) Rui Mário (Teatro Tapafuros) Sérgio Xavier (Associação Dínamo) Fernando Costa (Voando em Cynthia) que reunirá no próximo dia 3 de Fevereiro na Associação de Professores de Sintra.
Foi designada uma comissão organizadora, composta por Ana Raquel de Sá (Conservatório de Música de Sintra) Ricardo Bastos (Alagamares) e Maria dos Anjos Lobato (Danças com História), que reunirá em data a acordar entre si.

Os membros manterão contactos entre si até á próxima reunião geral, se possível com mais aderentes, a realizar antes do encontro de dia 14 de Março de constituição da Plataforma, a realizar dia 9 de Março pelas 21h na Casa de Teatro de Sintra, se até lá outra reunião não se vier a convocar.

AS ASSOCIAÇÕES PARTICIPANTES
Contactos para informações e participações: This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. ou .

 

 

A Dínamo e a sua estratégia Sintra também é Tua! contaram, no triênio 2011-2013, com o apoio fundamental da  Fundação Calouste Gulbenkian.